REVERSÃO SEXUAL DE TILÁPIAS

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As tilápias se constituem numa excelente fonte de proteína. Sua rusticidade, alta taxa de crescimento, resistências às doenças e grande aceitação no mercado por sua qualidade da carne e rendimento em filés, recomendam-nas para cultivo. Estas habilidades deparam-se com um entrave, que é a alta capacidade de reprodução devida a sua maturação precoce (característica de estratégia “r” – fecundidade elevada, postura freqüente de ovos, baixa competição intraespecífica e, por conseqüência, crescimento lento). O desenvolvimento e a intensificação da piscicultura são dependentes do sucesso no controle e manipulação de algumas funções fisiológicas, entre elas a reprodução. Nos últimos 15 anos, os esforços de pesquisa têm se voltado para a procura de métodos confiáveis de produzir progênies de indivíduos somente de um determinado sexo. Várias são as opções para se conseguir isto, incluindo os métodos genéticos, os não genéticos e mesmo a combinação entre eles. A técnica mais prática de se obter populações monosexo de tilápias (machos), é através da manipulação do sexo fenotípico do peixe pelo tratamento com esteróides sexuais.

Embora não tenhamos a tradição do cultivo de peixes, a abundância de terra e água, o clima tropical, a proximidade de mercado externos como a América do Norte e o Mercosul, a mão-de-obra barata e a recente constatação de que a aqüicultura é vantajosa, são fatos que levarão a América Latina a se preparar para entrar no Século XXI como o maior produtor de tilápia e outros alimentos de cultivo aquático.

Sob este aspecto, a facilidade do emprego da técnica da reversão sexual, passou a ser encarada como o ovo de Colombo na resolução do problema da superpopulação de indivíduos anões dentro do tanque.

A tilápicultura não pode sofrer mais um revés, ela merece ser tratada com mais seriedade. Para isto, há que se batalhar para que o emprego da reversão sexual venha a ser feita de maneira correta e consciente, há que se observar com cuidado doses hormonais e procedimentos, há que se ter rigor na busca de resultados realmente comprovados, da qualidade do alevino a ser posto à venda e, principalmente, de se ter paciência para tentar, tentar, errar e errar cada vez menos.

Desde a década de 80, pesquisadores de vários países vêm demonstrando a viabilidade de reverter sexualmente a tilápia em escala comercial, usando-se para isso, tanques de terra ou gaiolas (hapas), o que até então só era obtido em águas limpas, para reduzir possíveis interferências do alimento natural (fitoplâncton). Em 1990, Popma & Green propuseram um protocolo para produzir alevinos machos através da técnica de reversão sexual ou inversão sexual em tanques de terra. Para que isto seja alcançado, oferece-se para a larva de tilápia, alimento tratado com hormônio masculino. Na reversão sexual de tilápias em tanques de terra, alguns aspectos devem ser considerados:

1 – a reversão sexual da tilápia deve começar antes que o tecido gonadal das fêmeas genéticas jovens, tenha se diferenciado em ovários; o hormônio na dieta deverá ser suspenso quando os testículos estiverem suficientemente desenvolvidos para manter os níveis de hormônios endógenos numa faixa de normalidade.
2 – dependendo da temperatura da água, um grande número de larvas livre-nadantes pode ser encontrado em tanques de águas quentes, cerca de 2 a 3 semanas depois da estocagem de reprodutores sadios.
3 – a produção de larvas deve ser coordenada com a operação de reversão sexual porque o tratamento hormonal deverá começar imediatamente depois que as larvas forem postas.
4 – para um manejo eficiente é preferível reverter sexualmente grupos de larvas nascidas no mesmo dia.
5 – o procedimento envolve um ciclo de 25 a 30 dias, excluindo um período de 2 a 10 dias, quando as larvas ainda possuem seus sacos vitelínicos.

O que é preciso :

1 – tanques de terra com caixa de coleta de terra com 30 a 40 cm de profundidade e com uma área superficial de cerca de 10 m2 ou 1% da área do tanque. Em tanques sem caixa de coleta, não é possível a coleta completa das larvas.
2 – fonte de água (salinidade menor do que 10% , em ppt).
3 – rede de nylon (com malha de 13 – 20 mm) com dimensões que excedam àquelas da caixa de coleta por 20%, para facilitar a remoção dos reprodutores.
4 – rede de coleta manual (puçá) de malha fina (1,6 mm ou 1/6 polegada)
5 – tela de filtragem de malha fina para a drenagem do tanque.
6 – reprodutores (70 a 100 kg para uma meta de produção de 50.000 larvas por ciclo, numa relação sexual de 1,5 a 2 fêmeas por macho).
7 – alimento suplementar (40 – 50 kg de alimento para 100 kg de reprodutores, por ciclo).
8 – graduador ou selecionador de peixe
9 – tanque de reprodução de 1.000 m2, estocado com 100 a 150 kg de reprodutores.

Como proceder :

1 – verificar se o suprimento de água apresenta composição química adequada para o crescimento do peixe e em quantidade suficiente para drenar e preencher o tanque a cada ciclo; a temperatura média da água deve ser de no mínimo 22°C e não ultrapassar 32°C.
2 – eliminar absolutamente todos os peixes do tanque, usando por exemplo, hipoclorito de cálcio dissolvido em água ou cal virgem, calcinada ou de construção (100 kg por 1.000 m2). Os tanques devem ser drenados para verificar a completa ausência de peixes, antes da reestocagem.
3 – estender a rede de malhas largas na caixa de coleta, prendendo as bordas.
4 – encher o tanque com água, de maneira que a profundidade da mesma na maior parte do tanque seja de 50 a 80 cm.
5 – estocar todos os reprodutores em um mesmo dia, logo após o tanque ter sido preenchido. A produção de larvas é muito mais uma função da biomassa dos reprodutores, do que do tamanho dos tanques. Para produzir 50.000 larvas de tamanho aceitável para a reversão sexual, estoque 35 a 55 kg de fêmeas maduras, e machos suficientes para que a relação sexual seja de 1 macho para 1,5 a 2 fêmeas. A área de tanque requerida para satisfazer e acomodar eficientemente esta biomassa é 500 a 1.000 m2.
6 – manejar o tanque durante o período de postura e de berçário primário; alimentação suplementar é recomendada (taxa diária de 1% da biomassa), mas não a superalimentação.
7 – drenar o tanque 14 a 23 dias depois de estocar os reprodutores, tendo como guia a temperatura da água, levando em conta a velocidade do escoamento da água, a hora da coleta (de manhãzinha), o nível de oxigênio mínimo (4 mg/l), etc..
8 – deixar somente a caixa de coleta com água; remover os reprodutores levantando a rede previamente colocada na caixa de coleta, sendo mais interessante já deixar os sexos separados.
9 – coletar as larvas da caixa de coleta, tão logo os reprodutores tenham sido removidos. Para isto, use um puçá de malhas finas (40 a 100 cm de largura e malha de 1,6 mm ou tela de mosqueteiro), tomando o cuidado para não provocar turbidez na água e também de não passá-lo muito ao fundo. Transfira imediatamente as larvas para água fresca e bem oxigenada, mas cuidado para não provocar um choque térmico. 10 – selecionar imediatamente as larvas coletadas, para remover aqueles indivíduos maiores do que 14 mm, com auxílio de um selecionador flutuante colocado dentro de uma gaiola (hapa) de malhas finas (1,6 mm ou menos). Larvas de “tamanho-alvo” não são retidas no graduador e são aceitáveis para reversão sexual; larvas de tamanho superior são retidas no selecionador e subseqüentemente rejeitadas.

O resultado médio por ciclo de postura de 50 kg de fêmeas reprodutoras (mais machos para cada 1,5 a 2 fêmeas) em tanques de 500 a 1.000 m2 de área, é de 60 a 80%, isto é, 40 a 60.000 larvas.

Alimento tratado com hormônio

As larvas selecionadas são transferidas para as gaiolas (hapas) onde lhes será dado um alimento tratado com hormônio, até que o tecido gonadal tenha se diferenciado em testículos. O momento exato em que o tratamento pode ser suspenso é completamente desconhecido, mas à temperaturas de 24 a 29°C, isto normalmente ocorre depois de 3 a 4 semanas.

Durante o tratamento hormonal, a densidade de larvas deve ser alta para otimizar o uso das hapas e reduzir a quantidade de alimento natural disponível para cada peixe, aumentando desta maneira, a probabilidade de que todas as larvas irão consumir o alimento tratado com hormônio. Depois do tratamento ter sido completado, nenhuma dieta hormonal adicional é requerida.

O hormônio mais utilizado para a reversão sexual – 17a metiltestosterona, é insolúvel em água, mas facilmente se dissolve em álcool etílico 80 a 90%. Para “fixar” o hormônio no alimento, uma solução álcool-hormônio é misturada ao mesmo e o álcool é subseqüentemente perdido por evaporação.

O alimento tratado com hormônio deve ser de boa qualidade nutricional e altamente palatável, a fim de assegurar a ingestão da quantidade de hormônio requerida. Níveis de proteína bruta de 25 a 45% (sendo ao menos a metade, de origem animal) e suplementos vitamínicos e minerais são recomendados. Os ingredientes secos devem ser peneirados para remover partículas muito grandes.

Dissolva exatamente 6 g de 17 metiltestosterona em exatamente 1 litro de álcool etílico 90 – 95%. Esta quantidade é suficiente para tratar aproximadamente 300.000 larvas. Esta solução-estoque deve ser guardada em uma garrafa escura. Ela pode ser deixada em temperatura ambiente, mas preferivelmente sob refrigeração. Sua vida útil é de cerca de 3 meses.

Lista de ingredientes por kg de dieta

– 10 ml de solução-estoque de álcool-hormônio (exatos)
– 500 ml de álcool etílico ou isopropílico (mais ou menos)
– 1.000g de ingredientes secos

Misture a solução-estoque álcool-hormônio com o álcool e, lentamente misture com os ingredientes secos. Deixe o álcool evaporar sem qualquer luz do sol incidindo diretamente, misturando suavemente com as mãos, por 2 ou 3 vezes. Refrigere-a ou congele-a por um período de vida útil de ao menos 2 meses. A dieta deve ser deixada ao menos uma semana à temperatura ambiente, antes de ser utilizada. A reversão sexual usualmente requer 250 a 400 g de alimento tratado, para cada lote de 1.000 larvas.

Disposição das Hapas

O acesso fácil às hapas é importante, porque o alimento deve ser dado ao menos 2 vezes ao dia. As hapas devem estar ao menos 30 cm acima do fundo do tanque, para permitir a circulação de água e prevenir a turbidez, e devem se estender ao menos 20 cm acima da superfície da água para prevenir o escape das larvas.

Taxa de Estocagem

A densidade sugerida é de 3.000 a 5.000 larvas selecionadas por m2 de cercado de rede. O método de contagem mais recomendado é o baseado na comparação visual contra um lote conhecido padrão.

Alimentação

A freqüência de alimentação deve ser de duas a quatro vezes diariamente e durante o período diurno, 7 dias por semana. O procedimento normal é medir a ração diária para cada cercado e visualmente estimar uma fração do total para cada refeição. A taxa alimentar deve ser de 15 a 20% do peso do peixe diariamente, até que a larva atinja um comprimento de 15 mm, com gradual redução para 10% do peso do peixe até o final do tratamento. O cálculo da ração diária por hapa é baseada na taxa alimentar desejada, no conhecimento do número total de larvas por hapa e no peso médio por peixe (que por sua vez tem o cálculo baseado no comprimento médio conhecido ou estimado). A equação aproximada da relação peso x comprimento de larvas é:

W = 0,02 x L3 onde
W = peso por 1.000 larvas em gramas e
L = comprimento médio total da larva em mm.

As taxas de crescimento, durante o tratamento, devem ser determinadas por amostragens semanais das larvas durante os primeiros ciclos. O sucesso da reversão sexual é mais consistente quando a duração do tratamento é de 25 a 28 dias. Após este período, poucas larvas têm menos do que 14 mm. Entretanto, se mais do que 5% têm 13 mm ou menos, estes indivíduos devem ser rejeitados, porque mais do que 25% deles podem ser fêmeas.

Ao final do tratamento, a média de peso dos peixes tratados é geralmente 0,1 a 0,3g. Neste tamanho, é mais conveniente e seguro, estimar o número final de peixes sobreviventes dividindo-se o peso total final do peixe na hapa pelo peso médio de uma sub-amostra.

Berçário secundário de larvas sexualmente revertidas

Depois da reversão sexual o peixe pode ser estocado diretamente para engordar até o tamanho comercial, sendo que a sobrevivência se apresenta altamente variável, com uma média de cerca de 75%. As larvas podem ser estocadas a uma taxa de 100.000 a 125.000 por hectare.

Uma alimentação suplementar numa taxa de 5% da biomassa diária, promove o crescimento mas não é fator preponderante para a alta sobrevivência.

A determinação sexual subseqüente, pelo exame das gônadas, ajudará a esclarecer se uma alta porcentagem inaceitável de fêmeas em um tanque-berçário foi devida à contaminação ou à reversão sexual incompleta. Esta precaução é também recomendada se o destino dos peixes tratados será a venda a outros criadores, que mais tarde poderão reclamar da qualidade do produto.Os resultados esperados são: 97 a 100% de machos fenotípicos, na fase de tratamento hormonal e 60 a 90%, durante a fase de berçário secundário.

Perguntas mais freqüentes

Qual é a eficácia determinada de um tratamento de reversão sexual ?

O sexo fenotípico da tilápia pode ser determinado pelo exame visual da papila genital ou pelo sacrifício do peixe para exame das gônadas. Entretanto, durante a reversão sexual, a masculinização da papila genital pode ocorrer antes da masculinização das gônadas e, conseqüentemente, o peixe que ingeriu uma dose sub-efetiva de hormônio pode, externamente, parecer ser macho mas, internamente, pode se desenvolver como fêmea com ovários. Quando larvas sexualmente revertidas são estocadas em tanques de crescimento, ou vendidas em idades precoces, é importante e seguro avaliar mais cedo o tratamento de reversão sexual.

A segurança da estimativa da porcentagem de machos em uma ninhada de peixes tratados é uma função do número de peixes nesta amostra. O intervalo de confiança de 95% (95% de segurança de que a verdadeira média está dentro da variação indicada) se torna mais ajustado, quando o tamanho da amostra aumenta de 20 para 1.000 peixes.

Qual a porcentagem de fêmeas que pode ser tolerada num tanque de crescimento?

A reversão sexual como descrita neste protocolo não é geralmente 100% efetiva. A porcentagem de fêmeas fenotípicas depois do tratamento, é muitas vezes menor do que 1%, mas em outras ocasiões pode ser tão alta quanto 5%. Algumas destas fêmeas podem ser estéreis, mas outras terão função reprodutiva normal. Os resultados são variáveis, dependendo da prática de manejo e condições ambientais.

Que hormônios podem ser usados?

Testosterona sintética e compostos congêneres são desenvolvidos como anabólicos (primariamente para desenvolvimento muscular) e/ou agentes masculinizantes. Metiltestosterona e etiniltestosterona podem ser tomados oralmente e apresentam potência aproximadamente iguais, tanto como agente anabolizante, como agente masculinizante. Por causa da disponibilidade geral e efetividade do metiltestosterona, pouca pesquisa têm sido conduzida na reversão sexual com hormônios congêneres.

Há alternativas para o “ barateamento”?

1 – é provável, mas não provado, que menores quantidades de álcool etílico podem reduzir a efetividade do tratamento.
2 – álcool isopropílico é um substituto provável para o álcool etílico.
3 – metiltestosterona é solúvel em alguns óleos de peixe. Um benefício da aspersão de uma mistura hormônio-óleo no alimento pode aumentar a palatabilidade da dieta. Os riscos aumentados, entretanto são o perigo de rançar os alimentos estocados impropriamente, e a possível perda do hormônio se o óleo flutuar fora do alimento na água.

Outros métodos podem ser usados para a produção de larvas sexualmente revertidas?

Nos casos de escassez de água, da não disponibilidade de uma caixa de coleta ou da não necessidade de um grande número de larvas, o tanque de reprodução pode ser parcialmente coletado em várias ocasiões, usando-se uma rede de malhas finas, com a chumbada ligeiramente acima do fundo do tanque. Coletas parciais devem começar não mais tarde do que 3 semanas depois da estocagem dos reprodutores, mas apresenta desvantagens tais como ser mais trabalhosa devido ao crescimento heterogêneo das larvas, provocar mais stress, mortalidade, etc..

Que outros containers podem ser usados para reversão sexual de larvas?

Larvas de tilápia podem ser efetivamente revertidas sexualmente em qualquer container que mantenha as condições ambientais apropriadas para o crescimento: aquários, gamelas de aço inox, tanques plásticos , tanques de concreto de mais de 30 m2, etc. Mas há que se considerar que:
1º- a quantidade ministrada de alimento tratado com hormônio, requer que os containers sejam limpos diariamente e que a qualidade da água seja mantida pelas freqüentes trocas e/ou aeração;
2º- doenças e parasitas são mais problemáticos sob tais condições, especialmente quando o container é sombreado. A mortalidade de 50 a 80% não são incomuns.

A reversão sexual é afetada pela freqüência com que o alimento tratado com hormônio é oferecido?

Tilápias foram efetivamente revertidas sexualmente, quando o alimento tratado com hormônio foi oferecido somente 6 dias por semana e quando a ração diária foi dividida em somente 2 refeições. Entretanto, estudos são sugeridos, antes que estas práticas sejam recomendadas para operações comerciais.

Tilápias revertidas sexualmente podem ser usadas como reprodutores quando maduras?

Algumas poucas fêmeas genéticas podem consumir tão pouco hormônio durante o tratamento de reversão sexual, que elas acabam se desenvolvendo em fêmeas normais, isto é, no sentido funcional. Uma outra pequena fração de fêmeas genéticas pode ser estéril, com desenvolvimento de ovo-testículo, como resultado de quantidades de hormônio insuficientes. Todavia, embora a maioria dos peixes tratados não seja estéril, o criador deve tomar cuidado especial para eliminar todas as tilápias sexualmente revertidas como potenciais reprodutores.

Fêmeas revertidas sexualmente crescem mais vagarosamente do que machos genéticos?

Quando o peixe revertido sexualmente atinge o tamanho de mercado, não há nenhuma distribuição bimodal óbvia (2 grupos de tamanho), como é o caso em cultivo de sexos misturados. Muitos fatores relacionados ao sexo fenotípico e genotípico do peixe, determinam a sua taxa de crescimento. A importância relativa de cada fator ainda não é totalmente conhecida, mas o efeito bruto é que: para todos os propósitos práticos, fêmeas genéticas que têm sido revertidas sexualmente para machos fenotípicos, crescem tanto quanto machos normais.

Qual o efeito que o hormônio tem nas pessoas que comem peixe tratado com ele?

A quantidade total de hormônio consumido pelas larvas durante a reversão sexual é pequena, em comparação com as doses terapêuticas normais para humanos. A dose diária mínima de testosterona recomendada para homens deficientes em andrógenos é mais do que 100 vezes maior do que a quantidade total consumida pela larva de tilápia durante todo o processo de reversão sexual. Na realidade, grande parte da pequena dose recomendada é metabolizada e eliminada, antes que o peixe alcance o tamanho comercial, já que o fígado converte o hormônio em compostos solúveis em água, os quais são excretados na bile e urina. 90% do hormônio é excretado na urina dentro de 24 horas, e apenas 3 semanas depois que a dieta de hormônio é suspensa, menos do que 1% do hormônio permanece no peixe. Durante o crescimento até o tamanho de mercado, o juvenil e o adulto continuam a excretar o hormônio remanescente. No tempo da coleta, a quantidade de testosterona proveniente da dieta, que ainda possa estar presente no peixe revertido é insignificante, em comparação com a quantidade produzida normalmente por um macho adulto não revertido. Considerando todos estes fatores, é duvidoso que tais níveis, possam ser um risco para a saúde dos consumidores. O uso de metiltestosterona para a reversão sexual em peixes, ainda não foi aprovado pela Administração de Alimentos e Drogas dos EUA (FDA).

Todas as espécies de tilápia podem ser revertidas sexualmente?

A reversão sexual com metiltestosterona administrado oralmente nos mesmos níveis de dosagem, tem sido demonstrada com outras espécies de tilápia, incluindo Oreochromis aureus, O. mossambicus, O. hornorum e a tilápia “vermelha”, que geralmente é uma espécie resultante de uma mistura de raças ou variedades. É possível que o tamanho inicial mínimo aceitável das larvas seja ligeiramente menor para os grupos das mossambicus e hornorum.

Pode-se reverter sexualmente de macho para fêmea?

Depois que a reversão sexual com andrógenos demonstrou ser plausível, os cientistas começaram a considerar o uso de estrógenos para produzir tilápias fenotipicamente fêmeas a partir de machos genéticos. A engorda de uma população toda de fêmeas, tem pouca atração para a prática de aquacultura, porque as fêmeas crescem mais lentamente e várias delas podem desovar com um único macho acidentalmente introduzido. Entretanto, para algumas espécies de tilápia, existe a possibilidade de que o cruzamento de uma “fêmea” homogamética sexualmente revertida com um macho normal da mesma espécie, produza prole 100% de machos. Com espécies de tilápia sexualmente revertidas com estrógenos, pode se tornar possível produzir “supermachos”, os quais por sua vez, produzem prole somente de machos. Infelizmente, a reversão sexual para fêmeas com estrógenos é muito mais difícil do que a reversão sexual para machos com andrógenos.

 

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