Capim Venezuela e seu cultivo

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Capim Venezuela e seu cultivo

O capim Venezuela, também conhecido por capim imperial, capim colombiano e capim de teso (em Marajó), é um capim perene, indígena, que forma touceiras densas de 1m a 1,5m de altura. Suas folhagens e colmos são verde-claro e tenros, mesmo após a frutificação. É um capim muito bem aceito pelas maioria dos animais que se alimentam de forragens verdes.

Existe, ainda, a variedade roxa, cujas folhas e talos apresentam um tom arroxeado, vindo daí o seu nome de “Capim Venezuela Roxo”.

Resiste bem à seca, dando bons resultados em terras de fertilidade média. Sua propagação é realizada por meio de mudas ou estacas e deve ser feita no início da estação das águas . As mudas devem ser plantadas com intervalo ou espaçamento de 60cm, umas das outras.
Esse capim forma touceiras, mas não se alastra e nem se torna invasor, ou seja, não é considerado como uma planta daninha.

Em 4 cortes anuais, o que é facilmente conseguido na maior parte do território brasileiro, pode dar mais de 70ton de forragem verde, por hectare. Presta-se muito bem para ser ensilada e para a produção de feno, não perdendo as suas folhas com facilidade, como ocorre com as leguminosas.

Como podemos verificar na tabela abaixo, o capim Venezuela é considerado relativamente pobre em proteínas, na matéria seca, se o compararmos à outros capins. Entretanto, na matéria úmida, ele se eqüivale à maioria das outras gramíneas.

Sua composição é a seguinte:

Componentes na matéria úmida (%) – na matéria seca (%)

– Umidade 81,70
– Proteína Bruta 1,33 – 7,25
– Extrato etéreo 0,36 – 1,90
– Extrativos não azotados 9,62 – 52,60
– Fibras 5,58 – 30,50
– Resíduo mineral 1,41 – 7,75

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