Soja: veja o que pode mexer com o mercado na semana

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Clima nos Estados Unidos segue no foco do mercado; confira as dicas da consultoria Safras & Mercado

O mercado de soja mantém as atenções voltadas para o clima sobre o cinturão produtor norte-americano para o desenvolvimento da nova safra. Os players também digerem o relatório de julho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), além de acompanhar os movimentos da demanda chinesa no mercado internacional.

Acompanhe a seguir os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na semana que vem. As dicas são do analista Luiz Fernando Gutierrez Roque, da consultoria Safras & Mercado.

  • O clima nos Estados Unidos continua sendo o principal fator para Chicago. Os mapas de previsões apontam para um clima pouco úmido e com temperaturas elevadas em boa parte do cinturão produtor nos próximos 14 dias, o que é um fator positivo para as cotações em Chicago.
  • As condições das lavouras, que ficaram estáveis na semana anterior, podem voltar a piorar a partir do próximo relatório semanal de acompanhamento. Com apenas 59% das lavouras em boas ou excelentes condições, as preocupações com relação ao potencial produtivo da nova safra crescem.
  • Além disso, logo as plantas começarão a entrar em fases mais decisivas de seu desenvolvimento, o que aumenta o risco de perdas de produtividade. A maior preocupação permanece com os estados da Dakota do Norte, Dakota do Sul e Minnesota, onde a umidade dos solos continua diminuindo
  • O relatório do USDA de julho surpreendeu o mercado ao não trazer cortes na produção e nos estoques norte-americanos da temporada 2021/22, além de também manter os números da temporada 2020/21. O mercado esperava que diante das condições atuais da das lavouras o USDA já traria uma diminuição do potencial produtivo da nova safra, culminado também em um corte nos estoques
  • Apesar de o USDA ter sido considerado baixista, o mercado de soja continuou encontrando sustentação nas previsões climáticas pouco favoráveis para a segunda quinzena de julho, voltando a se aproximar de US$ 14 por bushel na posição novembro/21.
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