Fundo africano doou US$ 1 milhão para combater gafanhoto na África, diz FAO

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Inseto tem alto potencial destrutivo e está provocando severas perdas na agricultura no continente

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), informou ter recebido uma doação de US$ 1 milhão para ajudar no combate às nuvens de gafanhoto do deserto que atingem regiões da África. Os recursos são provenientes do Africa Solidarity Trust Fund (ASTF) e foram disponibilizados depois de uma reunião entre as duas partes na sede da FAO, em Roma, capital italiana.

O fundo foi criado em 2013, com o objetivo de estimular iniciativas de promoção do desenvolvimento no continente africano. Transfere recursos para dar apoio a sistemas de agricultura e alimentação em nível regional e nacional. Anteriormente, o ASTF fez uma doação de US$ 1,5 milhão para ajudar países que haviam sido atingidos pela epidemia do vírus Ebola, como Libéria e Serra Leoa.

“Temos uma janela de oportunidade ante da próxima safra. Temos que agir agora. Recursos, como os da ASTF, nos ajudam a agir rápido”, comemorou a diretora geral da FAO para assuntos do clima e recursos naturais, Maria Helena Samedo, de acordo com nota da agência das Nações Unidas.

De acordo com a FAO, o gafanhoto do deserto se tornou a praga migratória mais ameaçadora do mundo neste momento. Para dar uma ideia do potencial destrutivo do inseto, a instituição estima que uma nuvem de um quilômetro quadrado pode destruir plantações suficientes para alimentar 35 mil pessoas em um dia. A crise provocada pelas nuvens de gafanhotos coloca em risco a segurança alimentar de 13 milhões de pessoas

As infestações tem atingido, principalmente, países como Somália, Etiópia e Quênia. A agência das Nações Unidas têm reforçado os alertas sobre a urgência de se combater a praga e sobre a necessidade de colaboração internacional. Estima que são necessários cerca de US$ 76 milhões para aumentar a ação de combate. E, até agora, recebeu US$ 18 milhões em doações.

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