Importação de tecnologia e métodos agropecuários

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O Brasil é um país que possui um alto grau de especialização, tecnologia e métodos avançados, voltados para a produção agropecuária. Contudo, existem dois fatores muito importantes neste contexto: o nosso país é feito de grandes contrastes, portanto há uma grande discrepância entre o grau de tecnologia empregada por grandes produtores e os pequenos produtores; o Brasil, apesar de contar com um bom grau de tecnologia neste setor, não é páreo para o nível de especialização, mecanização e técnicas empregadas em países mais desenvolvidos, especialmente nos Estados Unidos.

Tendo em vista este quadro, Governo e iniciativa privada tomam seus lugares e tentam minimizar estes problemas. O Governo Federal, através de órgãos como a EMBRAPA, tenta difundir informações, técnicas e um auxílio mais direto aos produtores rurais, principalmente os pequenos e médios, que desejam melhorar a qualidade de sua produção, tornando-a mais competitiva, produtiva e eficiente do que antes. Já a iniciativa privada tenta importar e financiar o desenvolvimento de tecnologias e profissionais do setor, para que suas empresas rurais sejam diretamente beneficiadas. Isso é feito através de cooperativas, associações de produtores ou mesmo por iniciativas isoladas de produtores rurais. É claro que, tanto os esforços do governo quanto os da iniciativa privada, trarão e trazem benefícios significativos para o panorama agropecuário brasileiro, mas as coisas poderiam, certamente, acontecer mais rapidamente.

Talvez, e só o tempo e uma avaliação mais rigorosa poderiam dizer, as saídas mais lógicas para que o setor se modernizasse com maior rapidez fosse a simples importação de tecnologias e profissionais. Tais tecnologias e os profissionais da área, oriundos principalmente dos Estados Unidos, poderiam acelerar um processo de passagem de tecnologia de primeiro mundo para os campos brasileiros. Não que isso já não aconteça por aqui, em pequena escala, mas esse processo poderia e deveria ser intensificado.

Não estamos sugerindo que os produtores rurais brasileiros substituíssem seus técnicos agrícolas, agrônomos, veterinários ou mesmo administradores por profissionais estrangeiros, ou que as universidades substituíssem seu quadro de professores. O que estamos sugerindo é que profissionais que para cá viessem, e tivessem alguma coisa de concreto para nos oferecer, viessem e ficassem para treinar e passar novas técnicas para nossos profissionais que, estes sim, iriam difundi-las por todo o País.

A importação de maquinário já é realizada com freqüência, mas a importação de métodos também pode ser uma alternativa viável. Aproveitarmo-nos de experiências bem sucedidas em outro países é uma sábia medida a ser tomada.

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